Em G
Com seus cabelos brancos descendo o morro
Numa mão um resto de pito na outra a bengala que ajuda
Chinelo de dedo no pé, pé dum pé doutro
A barriga aperta a camisa mancando continua a descida
Pára para uma cachaça o seu remédio
A idade pesa demais o que pesa mais é o seu tédio´
Dá pra um menino um chiclete mascar o tempo
Não ver a miséria que reina promíscuidade do reino
Aprendeu com a sua mãe lição pesada
C D
Que todo mundo é igual mas não o tratam assim assim
Em G Am Em
Negro branco a nossa cor
Homem mulher velho e novo
Em G
Com sua blusa pequena pela avenida
Esperando um carro passar tentendo ganhar a vida
Em suas horas amargas lembra de Deus
Pois se virar é o jeito ja que a família não o quis
Por ser assim diferente gênero inverso
Assumir toda situação visto como um réu confesso
Junto dos seus iguais ouvir dizer
Que todo mundo é igual masnão o tratam assim assim
Em G Am Em
Negro branco a nossa cor
Homem mulher velho e novo
Branco negro a nossa cor
Hetero homo velho e novo
Em G
Todo mundo é igual ninguém é melhor que ninguém
um dia você envelhecerá também
Um dia pode ser que alguem não te aceir
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