Seu corpo é franzino
A boca é carnuda
À noite ele passeia
Pelas vielas escuras
Atrás de um banquete
Com muitas picas duras
Seu bigode é de leite
A garganta é profunda
O Papapau
Não vai perdoar
Suga sua alma
Até tu secar
Pobre camponês andava calmamente
Sem imaginar o que aguardava à frente
Voltava do trabalho
Estava bem cansado
Comprara mantimentos com seu dinheiro suado
E a sua família o aguardava em casa
Mas, infelizmente, não iria chegar
Porque uma sombra espreitava na mata
Era o Papapau querendo jantar
Não adianta correr
Ele vai te alcançar
Se você se esconder
Ele vai encontrar
Você pode berrar
Ninguém vai escutar
Se implorar por ajuda, ele vai gargalhar
Mas o vilarejo não ia se render
Essa criatura devia morrer!
Então organizaram uma operação
Para acabar de vez com a aberração
Pegaram em armas, foices e porretes
E foram atrás do monstro hostil
E depois de dias andando à procura
Finalmente encontraram o covil
Todos tiveram os cacetes chupados
Pelo monstrinho do mal
Não sobrou ninguém para contar história
Além do Papapau
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