Meu senhor, eu não venho do sertão
Não trago o brasão da seca
Sou filho da terra do fruto dourado
Nascido em solo sagrado transformado em solo sangrento
Com o sangue do índio acuado
Sangue do dominador violento
Com o sangue do jagunço armado
Sangue do coronel desatento
A mata atlântica é mãe e morada
E que por muitos anos e homens disputada
Na calada da noite ou na agonia do dia
A verdadeira e mais terrível tocaia
Preparava-se com olhos da ganância e as mãos da covardia
Gritam os caboclos que protegem essa mata
Das entranhas da mais triste história já contada
Pedem que cante como uma rasga mortalha em noite pálida e fria
Agourando assim os que ainda pensam ser donos dessa mata
Desvirginada de maneira traumática pelos forasteiros que invadiram a Bahia
Meu senhor, eu não venho do sertão
Mas conheço bem os problemas trazidos pela seca
E não quero ver a nossa Mata Atlântica
Que já foi tão viva e tão cheia
Transformada em solo penoso
Resumindo-se a pedra, poeira e areia.
Mais de 15 cursos com aulas exclusivas, materiais didáticos e exercícios por R$49,90/mês.
Tenha acesso a benefícios exclusivos no App e no Site
Chega de anúncios
Mais recursos no app do Afinador
Atendimento Prioritário
Aumente seu limite de lista
Ajude a produzir mais conteúdo
Enquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClub