Com os meus pés cansados me arrasto pro fim Se ninguém escutar, ainda estou aqui A única coisa que sobra para nós é o incerto E encontro beleza no medo que em mim só cresce Apocalipse Então me tire do palco Pateticamente eu nunca estou ou vou estar pronta Em volta de mim o silêncio da multidão Mas tudo é tranquilo no olho do furacão (Apocalipse) Quebrando a guilhotina que eu mesma desenhei Arrasto a minha cabeça Sísifo me tornei Minhas ideias sangram, elas rolam pelo chão Surpresa Com certeza Sou eu com a faca na mão Apocalipse Então destruam meu corpo E joguem na ponte A queda é uma sorte Meu corpo em espiral Implorando por punição Encontro a redenção Quando meus pés tocarem o chão Infinito e absurdo O sacrifício absoluto Que grotesco Esse é o peso Como Atlas eu carrego o mundo A tragédia é melhor em poema Em linhas puras que podem ou não Confirmar a minha loucura E é só no sacrifício que revela o verdadeiro eu Então coma o meu fígado Eu trago a luz, sou Prometeu Eu sofro todos os dias Afogada em metáforas e utopias Apocalipse Porque estou louco Quero guerras, sou uma peste Só mais um bobo da corte E com fome de mais e de mais É minha morte Meu apocalipse Então terei sua atenção