Flor de carne que nasceu em mim Flor de carne que naces en mí Alimente meus mares, inunde meus portos Nutre mis mares, anega mis puertos "Eu não escolhi curar a ferida" “Yo no elegí vestir la herida” Na pulsação dos meus sentidos En el pálpito de mis sentidos Eu posso sentir sua doce sombra Puedo sentir tu dulce sombra A lama correndo em minhas veias El barro corriendo por mis venas
E agora, sua memória é um jovem continente à deriva, a maré do Báltico Y ahora, tu recuerdo es un joven continente a la deriva, la marea báltica Uma latitude negra que agarra minha dor transcontinental Una negra latitud que apresa mi dolor transcontinental O cansaço de quem não pertence a lugar nenhum El cansancio de quien no pertenece a ningún sitio E não há glória, são só cinzas, minha voz queimada descobrindo justiça em seus olhos Y no hay gloria, es solo ceniza, mi voz quemada encontrando justicia en tus ojos Superando o tempero dos mortos Venciendo el salitre de los muertos Eu sei que meu corpo ligado aprende lentamente Sé que mi cuerpo encendido aprende lentamente Mas agora eu não consigo parar de sangrar Pero ahora no puedo dejar de sangrar