G D7 Vou contá pra quem não sabe tudo quanto eu já passeiC G Desde o dia que eu me casei com a Rosinha do sertãoD7 Nóis vivia muito contente sem saber que a negra sorteG Tão cedo mandasse a morte que trazia a desilusãoG D7 A Rosinha era tão boa, tão alegre e carinhosaC G Por isso chamava Rosa rainha de todas as florD7 Nóis casemo no São João foi bem no meado do anoG Tive logo um triste engano a Rosinha me deixouD7 Naquela mesma igrejinha onde foi a nossa uniãoC G Ela entrava num caixão p'ra fazê sua despedidaD7 No sair tocava o sino num triste som que dobravaG Parecia que ele falava adeus Rosinha queridaD7 Na vorta do cemitério quando cheguei no meu ranchoC G Vi que o meu cavalo Pancho começava a relincharD7 Parecia que o meu cavalo perguntava da patroaG Aquela alma tão boa que foi pra não mais vortáD7 Meu rancho no pé da serra ficou só sem moradôC G Que lembrança desse amô guardo aquele branco véuD7 Que ela cobriu a cabeça igual a "virgem Maria"D D7 G Rezo e peço todo o dia um lugar pra ela no céu
A Morte de Rosinha
Raul Torres e Florencio
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