Em C A Os templos estão sempre lotados e as ruasEm Sempre tão vaziasEm C A Os tempos que não foram mudados comEm Pavor de toda magiaC Você quer sua fé em cada esquinaA Em Esperando não chorar megulhadoC Em sua piscina de orgulho e dorA Em Achando que tudo isso é um penhor de suaC A EscravidãoEm C A E ser solitário é tão normal quandoEm Você está cercado por luzes de natalEm C A E os sonhos roubados de garotosEm Prodígios por aristocraciasEm C A Em E os tempos do templos nada disso é normalEm C A Em E os tempos do templos nada disso é normalEm C A Qualquer desculpa é sua culpa para não ver asEm C Faces dos dados jogados por vocêEm C A Os rituais infernais não são infernaisEm Quando se é voraz para descobrirC A Se são tão leaisEm C A Para descobrir se são reaisEm C A Você quer chutar as velas e acredita que nadaEm Disto é culpa suaEm C A Todo desperdício de sua cultura de ser EmpíricoEm E não ver o que está na ruaEm C A Em E os tempos dos templos nada disso é normalEm C A Em E os tempos dos templos nada disso é normalEm C A São como areias que se movem com as pegadasEm C Apagadas pelas ondas da imensidãoA Em Da ignorância que tem noçãoEm C A E os tempos dos templos nada disso é normalEm C A E os tempos dos templos nada disso é normal
O Tempo Dos Templos
Ramiro Campelo
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