C Éguas gateadas bem formadas na mangueiraDm a recolhida veio cedo da invernadaG7 D7 e a melodia das esporas cantadeirasF G7 vai acendendo o que restou da madrugadaC A cuia guarda os meus segredos mal dormidosDm junto à chaleira ao pé do fogo recostadaG7 D7 e o mate sonha nos meus sonhos distraidosF G7 quando se deixa com a erva já lavadaF Sobre os arreios meu viver se perpetuaC Am e enchergo a alma da querência galponeiraD7 num joão-barreiro que chegou há muitas luasDm G7 e ergueu seu rancho no palanque da porteiraF Talvez por isso em cada nova recolhidaC Am dentre a mangueira neste velho ritualA7 Dm junto comigo no tenteio desta lidaG7 C sinto o Rio Grande agarradito no buçalC Quando o rebanho vem na dobra da coxilhaDm trazendo os velos invernais para a estaçãoG7 D7 mal comparando vejo nuvens andarilhasF G7 que se perderam do horizonte para o chãoC E o céu campeiro que acordou meio nubladoDm sangrando o dia para as luzes do arrebolG7 D7 em pouco tempo foi ficando pelechado4 F G7 e abriu porteiras para o vento e para o solF A vaca esconde a cria nova na macegaC Am e eu vejo a vida que renasce no capimD7 o atavismo que não morre e não se entregaDm G7 num touro pampa afiando a guampa num cupim
Em Cada Nova Recolhida
Pepeu Gonçalves
- A7
- Am
- C
- D7
- Dm
- F
- G7
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Tom: