A flor em rosas tem pétalas Eu, em vida, tenho células Cada toque do tempo Desfolha um verso em mim São pólens do pensamento caindo no vento Ou serão momentos mudando sem fim? Sou feito de memórias pulsantes e vivas De pele, de chão, de jardim, de emoções Quando o pleno amor me alcança Sou Sol aberto em manhã de abril Quando a dor me toca, sou Lua que abraça Sou revolução ou reza em sutil silêncio Tudo em mim é eternidade em ciclo Florindo o dia e fenecendo à noite, enfim Instantes que se esvaem no céu ou no mar Ou sementes da terra renascendo em mim? Cada célula é um desejo antigo, traz cansaços Cada pétala, um jeito de ser, de viver, de sentir Quando o mundo me leva às lágrimas, em pedaços É para me ensinar: Morrer é rebrotar, é sempre ressurgir!