Deitado numa nuvem de não-ser Deixei ao Deus-dará tantos abraços Afastando-me assim, sem o saber Do ponto de chegada dos meus passos Caminho é quanto fica da viagem Paragem é caminho para trás E agora só me resta por bagagem O tanto mal que fez o tanto-faz Julgava não ser nada e era tudo Pois tudo, em cada nada, acontece Pr’além das sombras do tempo miúdo A grande luz do tempo permanece Contigo tenho agora de inventar Essa outra nuvem de uma cor diferente À força de aprender como te amar Aprendo a amar tudo e toda a gente