Uma janela assim aberta não pode acertar o peito E quando me deito, alivio o aperto E a falta Do que tive, a falta É foda, e eu que sou adulto Choro igual criança Respiro Como se fosse um exercício físico Como se a dúvida não fosse o meu maior castigo Sigamos incertos, mesmo que incisivos Sem amor por perto, eu penso em ler um livro Talvez fazer um novo disco Produzir um curta ou vender corretivos Para os errantes terem chance contra o seu destino Para os poetas terem chance contra os delírios Me vingo Eu não sou nenhum marinheiro Eu tenho muito medo de errar Te contar os segredos e Não poder fazer mais nada Se eu não fosse tão sincero Talvez eu estaria aí Só pra sentir o cheiro Só pra viver um pouco de mim Por isso eu brigo, eu corro Eu choro, eu desespero, eu vivo Eu deito, eu mato e morro intuitivo Aprendo uma lição ao mesmo tempo que algo bom eu te ensino Eu faço uma canção, eu rezo Eu também sei ganhar no grito Eu quero uma casinha linda Mas sem você por perto Eu quero pessoa linda tipo essa casinha Eu quero as dúvidas do mundo pra foder com as minhas Eu quero as pérolas do mundo Eu quero amar a vida Eu não sou nenhum marinheiro Eu tenho muito medo de errar Te contar os segredos e Não poder fazer mais nada Se eu não fosse tão sincero Talvez eu estaria aí Só pra sentir o cheiro Só pra viver um pouco de mim Eu não sou nenhum marinheiro Eu tenho muito medo de errar Te contar os segredos e Não poder fazer mais nada Se eu não fosse tão sincero Talvez eu estaria aí Só pra sentir o cheiro Só pra viver um pouco de mim