Intro: Bm F#7 BmF#7 Bm Pensei que fosse um galope, um sonho de à trote acariciando de todaF#7 Bm Esta milonga sem rima que enrodilhada nas clinas rejeita tudo que dobraF#7 Bm Podia ser de à cavalo este entono de galo este manejo de freioF#7 Bm Este olhar de posseiro que amadrinhado nos tentos, estima o suor que lhe sobraF#7 Bm Pensei que fossemos cúmplices, múltiplos meigos mansos soltos vagosF#7 Bm Cabeça de gado potro e rodeio na leva dos arrematesF#7 Bm Pensei que fossemos caça, várzea, rio cheio campo quebrantoF#7 Bm Blanco, chimango peão e chibeiro, no aparte do buenas tardesF#7 Bm (Ai milonga, milonga buenaF#7 Bm Ai milonga, milonga buena)F#7 Bm Podia haver mais um catre, uma rodada de mate uma noitada, um afetoF#7 Bm Um bem-me-quer descoberto uma qualquer novidade alheia à nossa vontadeF#7 Bm Podia haver mais que terra, pouca miséria junta carretaF#7 Bm Soga, soiteira canga e arado, benfeitora e machadoF#7 Bm Pensei que fôssemos fruto, suco, bagaço lenha, coivaraF#7 Bm Verde e queimada na alienação das porteiras do mata-burro à estradaF#7 Bm Pensei que fôssemos bando, nômades músicos mouros e manosF#7 Bm Fulanos, sicranos sábios paisanos no despertar das manadas ( )F#7 Bm Talvez me faça costado outra milonga ou gateado outra figueira, outra sombraF#7 Bm Outra paixão sem delongas outra carícia antiga, mimosa como a saudadeF#7 Bm Talvez nem seja preciso, usar o mesmo alarido do quero-quero teatinoF#7 Bm Do boitatá de mangueira prá afugentar as ovelhas, arrebanhadas pro gastoF#7 Bm Preciso acostumar meu dom a aperfeiçoar a voz fortalecer o rebanhoF#7 Bm Ah que tolice a minha fazendo minha vidinha, encimesmado de abraçosF#7 Bm Preciso amamentar a fome toda dos guachos regar a sede dos pastosF#7 Bm Dar pérola aos porcos fazer tudo o que gosto, prá dar porfia ao passo
Fulanos e Sicranos
José Claudio Machado
- Bm
- F#7
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