C G7 C Certa feita me ajustei na estância do Seu PoncianoG7 C Pra domar um bagual picaço que beirava cinco anosG7 C Crioulo ali dos queimados lindeiro da terra duraG7 C Esse picaço afamado pingo de linda figuraAm F Era o senhor das coxilhas sem nunca ter visto o laçoD7 G7 C Tinha por cama as flexilhas o famoso bagual picaçoG7 C Trouxe junto com a manada da invernada capororócaG7 C Bufando e corcoveando e coiceando na massaroca (intro)G7 C E ao chegar na mangueira deixei a poeira baixarG7 C Enquanto a peonada faceira mateava a te contemplarG7 C Discussões e gargalhadas lá na frente do galpãoG7 C Gavolices e patacuadas das lidas de domaçãoAm F Com jeito botei o laço golpeando senti o perigoD7 G7 C Aos coices e manotaço passei-lhe o pé de amigoG7 C Arregalei as loncas do lombo daquele picaço enfameG7 C Arcado que nem porongo que dá em cerca de arame (intro)G7 C Alcei a perna seguro no Santo Antônio de prataG7 C Já foi escondendo o quengo no meio das duas patasG7 C Saiu berrando e corcoveando só ouvia o rangir dos bastosG7 C Várzeas, canhadas e coxilhas cruzamos riscando os pastosAm F Ficamos horas extraviados pras bandas do boqueirãoD7 G7 C Às vezes perto das nuvens outras pertinho do chãoG7 C Se debulhando o endiabrado do puarva madurãoG7 C Inté parecia um mandado que vinha rachando o chão (intro)G7 C Entregou-se o rei das coxilhas e atende a qualquer upaG7 C (2x) Ficou bueno de encilha e bem mansinho de garupaF C
Bagual Picaço
João Luiz Corrêa
- Am
- C
- D7
- F
- G7
Continua depois do anúncio
Tom: