As vez eu tô me lembrando Do tempo que eu fui rapaz Que eu usava um lenço branco Com as duas pontas pra trás E uma fivela na cinta Com as minhas iniciais Hoje eu tô ficando velho Minha velhice é de mais Mas as proezas que eu fiz Os moços novos não faz Meus cabelos estão branquiando E o rosto todo enrugado Entro no meu quarto e sento Para recordar o passado Não posso ver um tropeiro E nem ver berro de gado Meu coração da um balanço Meus olhos ficam molhados E adeus, adeus mocidade Meus anos tão terminando Adeus, adeus mocidade Este é nosso caminho Feliz de todo o rapaz Que possa ficar velhinho Junto com a companheira Sobre um teto de um ranchinho Em seguida vem os filhos Depois vem os netinhos Fazendo graça e beijando O rosto do vovôzinho Eu quero dar um conselho Para toda a mocidade Respeite os cabelos brancos De quem tiver mais idade Porque vovô e vovó Tão velho barbaridade Deles nasceu nossa mãe Depois a nossa irmandade Então vamos respeitar As Rugas da Antiguidade