E B Nasci lá na roça e me criei no matoE No sistema antigo do caipira natoB A minha palhoça lá no pé do morroE Às margens das águas mais belas que eu achoB São águas que batem na pedra da serraE B E E caem borbulhando formando um riachoE B Quando é madrugada o galo já cantaE Papai nos levanta e com o café quenteB Acorda moçada a tarefa te esperaE Covar o roçado e plantar a sementeB E lá pras dez horas mamãe está chegandoE B E Com os caldeirões de almoço pra genteB Depois da tarefa pegava a cabaçaE Jogava nas costas e enxadava leiraB Voltava fazendo um cigarro de palhaE No degrau da porta sento na soleiraB Lá vem a pequena toda sorridenteE B E Livrar os meus pés da botina gomeiraB De segunda a sexta é trabalho duroE No sábado a gente procura pagodeB Domingo é novena rezo na capelaE A vida é bela do jeito que podeB E nos braços dela passo a mão no pinhoE B E E canto os versinhos que escrevi pra ela
Sistema Caipira
Eduardo Costa
- B
- E
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Tom: