A Última Cavalgada

Edinho Perlin

  • Am
  • C
  • Dm
  • Em
  • F
  • G7
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Tom:
(declamado) (A pura cepa campeira Perdeu um pouco da essência, Pois cambiou-se de querência Um gaúcho de verdade! Sumiu nas brumas ao tranco Ruflando seu pala branco Num aceno de saudade.)
C C C Com o ventito assoviando - coplitas de despedida
Dm Foi continuar sua vida - levando todo o aparato
G7 Tirador, cinto e chapéu - foi gauderiar lá no céu -
C No amigo “maragato”.
C C C Lá vai silente, o cortejo - na última cavalgada!
Dm Sua alma enforquilhada - por certo vai lá na frente!
G7 C No tranco dos cavaleiros - vai o rio grande campeiro - levando um pouco da gente.
Am Em (Vai de’a cavalo maninho! (vai de’a cavalo!)
F Em F Em alça a perna mano zé , no lombo do “maragato”
F Em G7 C Porque um gaúcho de fato, não pode subir de a pé !!!) (declamado) (Quedou pra sempre o tronqueira Do “Camaquã dos Encerrados” Mas vai ficar perpetuado Por estes rincões afora, Pelos galpões das estâncias Ou até na simples lembrança Do choro fino da espora.)
C C C Nas marcações de setembro - quando assoviar o laço
Dm Rasgando a armada no espaço - prenunciando um lindo tombo
G7 Surgirá entre a polvadeira - a tua estampa grongueira -
C Num pealo de sobre-lombo.
C C C São pedro passo este chasque: - corra as varas da porteira
Dm Que um crioulo da fronteira - hoje no más pede vasa,
G7 C Espere com mate cevado - e um capão gordo carneado - pingando graxa na brasa.
Am Em (Vai de’a cavalo maninho! (vai de’a cavalo!)
F Em F Em alça a perna mano zé , no lombo do “maragato”
F Em G7 C ( F C ) Porque um gaúcho de fato, não pode subir de a pé !!!)
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