Despedida

Cezar Bezerra

Composição de: Luis Nicolau Fagundes Varela
Filha dos cerros onde o Sol se esconde
Onde o jaguar ruge e a pomba chora
Chegou a hora, já desponta a aurora
Deixa eu te abraçar, deixa eu te beijar

Deixa eu te abraçar, deixa eu te beijar
Sentir teu peito junto ao meu pulsar
E na minha alma perceber vibrar
Tudo que em mim é teu sem explicar

Teu riso ingênuo, teu choro de criança
Os sonhos lindos cheios de esperança
Que a gente fez na solidão a dois
Embriagados de amor e emoção

Idólatras da luz, dos teus fulgores
Da natureza, mãe dos nossos amores
Que uniu nossas almas numa só canção
E deu sentido ao meu coração

Mas hoje eu parto, tenho que seguir
Meu destino chama, não posso fugir
Um último gesto antes de partir
E o mundo inteiro pode me ferir

Adeus, adeus, não chora assim
Tuas lágrimas queimam dentro de mim
Se a dor é lei que temos que cumprir
Que seja agora, deixa acontecer

Adeus, adeus, não olha pra trás
O que vivemos não volta jamais
Duas vezes não se chora assim
Guarda esse amor, dentro de ti

Não me condena, eu te dei tudo
Meus sonhos, minha alma, meu mundo
Mas contra o tempo eu nada posso fazer
É essa dor que resta pra viver

Não vais ouvir meus versos ao vento
Nem ver teus cabelos em flores ao relento
Tudo que fomos vai se desfazer
Como um suspiro que não quer morrer

Mas eu carrego a dor de existir
Como um castigo que não vai ter fim
Peço descanso, mas nem a morte vem
E o silêncio não responde ninguém

Adeus, adeus, não chora assim
Tuas lágrimas queimam dentro de mim
Se a dor é lei que temos que cumprir
Que seja agora, deixa acontecer

Adeus, adeus, não olha pra trás
O que vivemos não volta jamais
Duas vezes não se chora assim
Guarda esse amor, dentro de ti

Se a dor é necessária, então
Que se cumpra a lei do coração
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