Minha mente confronta Tudo aquilo que o meu olhá vê Eu não quero acreditar Mas diz-me então vou duvidar praquê O hiphop e o rap São cura daquilo não se vê Dizem pra lutar Mas diz-me então eu vou lutar pra quê Doença psicótica Que me apanha Persegue É que também não deixa fugir Que não me perde Amarra-me Fala-me Fica a tentar presidir Como se estivesse numa teia Morrerei primeiro se persistir Por isso é que eu abro o meu peito E mostro ao mundo o que estou a sentir Podem atirar a pedra, podem me julgar Vês em mim um vagabundo tô a turistar Deambulo nesse mundo, toadar portas ao futuro Tiro tudo lá do fundo tô a viajar O poeta nunca morreu Voltou, por vezes perdeu Mas tu tens de aprender a não ser nada Para poder ser alguma coisa A minha mente confronta Tudo aquilo que o meu olhá vê Eu não quero acreditar Mas diz-me então vou duvidar praquê O hiphop e o rap São cura daquilo não se vê Dizem pra lutar Mas diz-me então eu vou lutar pra quê Ainda eu estou vivo Com a mente aberta Mantenho a fluência do flow No meu crriculo O que sinto manifesta São pensamentos de um louco Julga o cigarro que eu fumo A cerveja que eu tomo Tudo aquilo que eu consumo Diz-me que és a salvação Meto o capuz Promove a escuridão Tô sozinho Quando escrevo Tô à espera que isso rime porque falo aquilo que sinto Tô contido No que digo Porque sei que cada vez que digo que não te amo minto Nunca quis só dar metade Tinha amor sincero não era só amizade Sim perdido à espera só de uma resposta Porque por mais que procure aquilo que encontro é maldade A minha mente confronta Tudo aquilo que o meu olhá vê Eu não quero acreditar Mas diz-me então vou duvidar praquê O hiphop e o rap São cura daquilo não se vê Dizem pra lutar Mas diz-me então eu vou lutar pra quê