P'ra Quê

Castro (PT)

Composição de: Afonso Abreu
Minha mente confronta
Tudo aquilo que o meu olhá vê
Eu não quero acreditar
Mas diz-me então vou duvidar praquê

O hiphop e o rap
São cura daquilo não se vê
Dizem pra lutar
Mas diz-me então eu vou lutar pra quê

Doença psicótica
Que me apanha
Persegue
É que também não deixa fugir

Que não me perde
Amarra-me
Fala-me
Fica a tentar presidir

Como se estivesse numa teia
Morrerei primeiro se persistir

Por isso é que eu abro o meu peito
E mostro ao mundo o que estou a sentir

Podem atirar a pedra, podem me julgar
Vês em mim um vagabundo tô a turistar
Deambulo nesse mundo, toadar portas ao futuro
Tiro tudo lá do fundo tô a viajar

O poeta nunca morreu
Voltou, por vezes perdeu
Mas tu tens de aprender a não ser nada
Para poder ser alguma coisa

A minha mente confronta
Tudo aquilo que o meu olhá vê
Eu não quero acreditar
Mas diz-me então vou duvidar praquê

O hiphop e o rap
São cura daquilo não se vê
Dizem pra lutar
Mas diz-me então eu vou lutar pra quê

Ainda eu estou vivo
Com a mente aberta
Mantenho a fluência do flow

No meu crriculo
O que sinto manifesta
São pensamentos de um louco

Julga o cigarro que eu fumo
A cerveja que eu tomo
Tudo aquilo que eu consumo

Diz-me que és a salvação
Meto o capuz
Promove a escuridão

Tô sozinho
Quando escrevo
Tô à espera que isso rime porque falo aquilo que sinto

Tô contido
No que digo
Porque sei que cada vez que digo que não te amo minto

Nunca quis só dar metade
Tinha amor sincero não era só amizade
Sim perdido à espera só de uma resposta
Porque por mais que procure aquilo que encontro é maldade

A minha mente confronta
Tudo aquilo que o meu olhá vê
Eu não quero acreditar
Mas diz-me então vou duvidar praquê

O hiphop e o rap
São cura daquilo não se vê
Dizem pra lutar
Mas diz-me então eu vou lutar pra quê
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