Rincão de Minha Terra

Carreiro e Carreiinho

  • A
  • D
  • E
  • G
Tom:
D G Nasci em Bofete na costa da serra
A D Até os quinze anos vivi nessa terra
G Domingo cedinho arriava o bragado
A D Domingo e feriado ia até a capela
E A Eu tinha um bragado, um cavalo de fiança
E A Pousava amarrado em todas as festanças
D Eu sou inclinado, canto de viola
A D Do tempo da escola desde a minha infância
( D G A D A D )
D G Minha obrigação era lidar com gado
A D No meu alazão muito bem amestrado
G Toda tarde eu ia prender os bezerros
A D Pro gado leiteiro dormir separado
E A O monjolo d’água bate sem cessar
E A No casarão de tábua, no fundo é um pomar
D Canta o urutau na furna da serra
A D Quando a tarde encerra e surge o luar
( D G A D A D )
D G Os homens bem cedo iam trabalhar
A D Passava o arvoredo e ia pro cafezal
G O que eu tinha medo e bastante cuidado
A D Dos urutus dourados que habitava o lugar
E A Quando cai a tarde perto do paiol
E A Na beira da vargem canta um chororó
D Seu cantar invade o meu coração
A D Viver no sertão é o meu prazer maior
( D G A D A D )
D G Pegava o trabuco eu e o Luiz Simão
A D Pra caçar macuco naquele sertão
G Eu fico maluco, nem queiram saber
A D Lido pra esquecer daquele tempo bom
E A Depois resolvi me mudar pra cidade
E A Hoje eu passo aqui grandes contrariedades
D Eu canto assim e vivo a cantar
A D Só para enganar esta grande saudade
Informações da música

Composição: Carreirinho e Toninho Caipira

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