Kate só queria ter uma vida normal Seu dom era fazer sorrir Era o centro da atenção e não se achava a tal Sua alegria era servir Mas em sua casa havia olhos tenebrosos, o próprio mal Escondia em seu rosto, lágrimas de desgosto Ninguém via ela sofrer Não podia trabalhar, só a filha pra cuidar Insônia até o amanhecer Kate não tinha esperança, não via mais solução Orava sempre a Deus pela janela do quarto Pedindo uma libertação Aqueles olhos tenebrosos, a encurralaram no canto Machucando o coração E sua dor era tão forte, Kate viu que não dá mais Ela não sorriu, nem se despediu Seu rosto mudou Ninguém a ouviu, ninguém a sentiu Sozinha chorou Trancada pelo quarto, desprezada, de lado A sua filha abraçou Tocou seu rosto, disse a ela que a amava demais Não aguentando tanta dor Foi então que Kate decidiu, por fim em sua aflição Falou com o seu pai e só ouviu rejeição Sozinha então ela passou Se arriscou pela janela sem olhar para traz A noite trouxe a escuridão Aqueles olhos a buscaram, olhos de humilhação Ela então chorou, ao canto ficou Só obedecer Nos olhos se viu o ódio que a puniu Gritando de dor No corpo ficou, as marcas de dor Sem ter compaixão Sem forças, caiu, deitada sentiu Vir a escuridão Kate não aguentava, ela sofria demais E não queria mais viver Deprimida, desprezada, ninguém acreditava Em tudo que ela passou Foi então que Kate decidiu, que sua vida não dá mais Lembrou-se das mentiras, os olhos de enganação Os dias que ela sofreu Sozinha, abandonada, era tudo demais Uma pistola encontrou Ela entendeu que sua vida era apenas ilusão Estava infeliz, longe de tudo, presa nessa solidão A sua amiga e companheira era a própria escuridão Não vou voltar, não eu fico aqui, eu não mereço essa dor Até hoje ninguém sabe ao certo o Kate pedia a Deus Só me lembro que ela chorava sozinha no quarto seu Antes que eu me entregue e minha vida encerre, quero dizer Quando estive perdida, não encontrei a saída, não quis viver Vá em paz, vá em paz