No silêncio de um quarto escuro
Gritos abafados, um segredo imposto
Mãos que ferem, olhos que desviam
Um mundo que finge não ver o rosto
A infância roubada pesa pra carregar
Cada lembrança, uma ferida a pulsar
E mesmo nas sombras, um brilho insiste
Uma chama pequena, que ainda resiste
O tempo não apaga, mas ensina a viver
Transformar a dor em força me fez crescer
Eu não sou as marcas, nem quem me feriu
Sou quem renasceu e a própria cicatriz curou