D Tropilha mansa, mesmo pêlo, mesma marcaA7 Sempre delgadas, lombo liso, peito e ancaA7 Tordilhas claras, feito nuvens, junto a tropaD Rondando o sono do tropeiro que descansaD São três potrancas castelhanas, mesma castaD E7 A7 Sangue Cardal estas crioulas que encilhoA7 Nos corredores nas lidas de tropa e rondaD Parecem tigres na noite, as três tordilhasD E de regresso pro meu rancho de tropeiroA7 Vem escarceando ao trote pedindo vasaA7 Vem farejando junto ao pasto a liberdadeD Do suave aroma do jardim que enfeita a casaD E nos domingos, na minha folga de tropeiroD E7 A7 Com meu piazito e a morena, prenda amadaA7 Jogo o que tenho nas patas dessas crioulasD Pois nunca deixo meu dinheiro em carreiradaD Essas tordilhas, minha doma, rédea e marcaA7 São três monarcas, orgulhos de um domadorA7 Que amansam sonhos ao tropear o gado alheioD Fazem do freio a arma de mais valorD Doces de boca num aparte de mangueiraD E7 A7 São quases feras num rodeio campo aforaA7 Nem fazem trevos ao trotear n'algum varzedoD E nem conhecem os espinhos das esporasD Se um dia o tempo entordilhar minha melenaA7 Deixo o cavalo, a morena e o piazitoA7 E numa potra, minha doma, rédea e marcaD Num só galope me mando pro infinitoD Mas deixo heranças neste mundo a partilharD E7 A7 Rédeas, bocal e os arreios castelhanosA7 Deixo o ensino pra fazer um bom cavaloG D E mais três potros pra domar o outro ano
Tropeiro, Doma e Tropilha
Adriano Gomes
- A7
- D
- E7
- G
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