A Há um cavalo de tiro pra toda estrada comprida,E Que vai tenteando o cabresto, mas vai tranqueando com a vida...E Bm E Um pingo manso de arreio que nos leve em rumo certo,A Pois dependendo dos sonhos, nem tudo fica tão perto.A Feito um cavalo de tiro que se adelgaça sentando,E O homem vai pela estrada e segue assim, se costeando;Bm E Depois de muito estropiar-se traz o olhar mais profundo,A Em A D E aprende a livrar as pedras pra andejar pelo mundo.D A Igual aos tentos da trança que aos poucos vão se afinando,E A E A A vida é feita de rumos, e ao tranco vamos cruzando...D A Que da porteira pra fora, os sonhos batem as asas,Bm E Bm E A E a paz que a gente procura "tá" aquerenciada nas casas.A E Bm DA F# Bm Quem cruza as madrugadas firmando a rédea na trança,E A Deixa o suor pro sereno, depois que o pingo se cansa...F# Bm Que a estrada mostra a distância pra que a gente não se iluda,E A Que é preciso ter caminho, não basta um pingo de muda.A F# Bm O cabresto apresilhado vai firmando o cinchador,E A E traz com ele um motivo pra quem aprende com a dor...F# Bm Pois o corredor que leva, nos traz de volta também;E A Em A D Junto a um cavalo de tiro, vai a saudade de alguém.D A Talvez por isso que o tempo, a cada légua vencida,E A E A Nos cobra o tanto que andamos, pelas volteadas da lida,D A Pra nos dar um outro tanto, como forma de experiência,Bm E Bm E A E mostrar pelas distâncias, quanto vale ter querência.D A Porque a vida tem sentidos que a gente sabe e não diz,E A E A E sempre cansa o cavalo, tentado assim, ser feliz!D A Mas quem tem pingo de tiro olha a estrada diferente,E A E A Apeia, troca os arreios, e toca a vida pra frente.
Cavalo de Tiro
Adriano Gomes
- A
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- D
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- Em
- F#
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