Cavalo de Tiro

Adriano Gomes

  • A
  • Bm
  • D
  • E
  • Em
  • F#
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Tom:
A Há um cavalo de tiro pra toda estrada comprida,
E Que vai tenteando o cabresto, mas vai tranqueando com a vida...
E Bm E Um pingo manso de arreio que nos leve em rumo certo,
A Pois dependendo dos sonhos, nem tudo fica tão perto.
A Feito um cavalo de tiro que se adelgaça sentando,
E O homem vai pela estrada e segue assim, se costeando;
Bm E Depois de muito estropiar-se traz o olhar mais profundo,
A Em A D E aprende a livrar as pedras pra andejar pelo mundo.
D A Igual aos tentos da trança que aos poucos vão se afinando,
E A E A A vida é feita de rumos, e ao tranco vamos cruzando...
D A Que da porteira pra fora, os sonhos batem as asas,
Bm E Bm E A E a paz que a gente procura "tá" aquerenciada nas casas.
A E Bm D
A F# Bm Quem cruza as madrugadas firmando a rédea na trança,
E A Deixa o suor pro sereno, depois que o pingo se cansa...
F# Bm Que a estrada mostra a distância pra que a gente não se iluda,
E A Que é preciso ter caminho, não basta um pingo de muda.
A F# Bm O cabresto apresilhado vai firmando o cinchador,
E A E traz com ele um motivo pra quem aprende com a dor...
F# Bm Pois o corredor que leva, nos traz de volta também;
E A Em A D Junto a um cavalo de tiro, vai a saudade de alguém.
D A Talvez por isso que o tempo, a cada légua vencida,
E A E A Nos cobra o tanto que andamos, pelas volteadas da lida,
D A Pra nos dar um outro tanto, como forma de experiência,
Bm E Bm E A E mostrar pelas distâncias, quanto vale ter querência.
D A Porque a vida tem sentidos que a gente sabe e não diz,
E A E A E sempre cansa o cavalo, tentado assim, ser feliz!
D A Mas quem tem pingo de tiro olha a estrada diferente,
E A E A Apeia, troca os arreios, e toca a vida pra frente.
Informações da música

Composição: Adriano Gomes, Gujo Teixeira e Zeca Alves

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